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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aprendendo com a velhice





Quanto mais uma pessoa envelhece mais ela aprende a ser feliz, porque quanto mais velha menos a pessoa critica a si mesma. Ela se torna mais amiga de si mesma e toma para si o direito de sair vestida como quiser, mesmo que seja extravagante. Ela atende apenas aos apelos do seu próprio gosto e vontade.

Ela sabe que todo mundo vai envelhecer, por isso ela vai andar na praia em um maiô esticado sobre um corpo decadente. E vai mergulhar com um delicioso abandono nas ondas,  mesmo diante dos olhares penalizados dos outros. Para ela, o que vale mais é o mergulho no mar de possibilidades. Ela sabe que, conforme envelhece, é mais fácil ser positiva porque há menos preocupação com o que os outros pensam.

Ela já viu tanta gente ir embora muito cedo, sem que tenham podido compreender o verdadeiro sentido da liberdade. Ela se sente abençoada por ter vivido o suficiente para ter cabelos grisalhos e risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em seu rosto. Muitos nunca riram. Muitos morreram antes de que seus cabelos estivessem cor de prata.

Ela sabe que algumas vezes esquece algumas coisas, mas acha isso positivo porque algumas coisas na vida merecem ser esquecidas. Ela aprendeu que é melhor e mais importante recordar apenas de coisas importantes. Ela sabe que um coração guarda as tristezas da perda de um ente querido, do sofrimento de uma criança ou de um animal de estimação que morre atropelado.

E, assim como todos, ela também tem um coração quebrado. Mas ela dança ao som dos sucessos dos anos 60 e, se desejar chorar por um amor perdido, ela chorará mas não se apegará a isso. Ela sabe que corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril; nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Ela não se questiona, sabe que tem o direito de errar e aprende com seus erros. Ela se sente livre para ser quem é. Já não se preocupa em viver de acordo com as expectativas alheias. Ela sabe que não viverá para sempre, mas enquanto estiver por aqui ela não vai perder tempo lamentando o que poderia ter sido ou preocupar com o futuro. Ela vai comer sobremesa todos os dias e ser feliz!

ND

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Aprenda a sair de cena





Uma das coisas que podemos aprender com pessoas de grande sabedoria é saber sair de cena, deixar o palco, sair da roda, mudar de assunto, saber o momento exato de fazer com que os holofotes fiquem sobre os outros e não sobre nós. No mundo competitivo em que vivemos, quando a nossa presença estiver marcando demais, quando as nossas ideias brilhantes estiverem brilhando demais ou a nossa forma inovadora de pensar estiver inovando demais, é exatamente a hora de sair de cena, nem que seja por algum tempo.

Sair de cena não significa abandonar tudo, mas é preciso que os outros pensem que desistimos, porque nem sempre as pessoas estão dispostas a deixar-nos brilhar impunemente. Por inveja ou por se sentirem ameaçadas por nosso brilho, as pessoas tendem a nos dar respostas agressivas e desproporcionais. É preciso dar a chance das pessoas acharem que não queremos mais estar no palco. Mas sair de cena é uma arte tão importante quanto saber entrar em cena. Todo ator sabe disso.

Quando nós, sem ter desejado ou planejado, começamos a brilhar muito em nossa área de atuação ou em nosso trabalho naturalmente nascem as curiosidades a nosso respeito. As pessoas começam a comentar sobre o nosso sucesso, querem saber sobre a nossa vida pessoal, sobre os nossos bens materiais e nosso possível enriquecimento. E quando elas começam a fazer muitas perguntas, é hora de saber mudar de assunto para evitar essa armadilha.

Quando surge um embate com poderosos, dos quais você conhece o poder destrutivo, é preciso pensar muito antes de entrar no embate. Briga de cachorro grande é para grandes cães. Muitas vezes a melhor recomendação é sair de cena e aguardar por outras oportunidades. A vitória numa batalha só compensa quando há menos esforço e não há estresse. 

Saber sair de cena, na hora certa e com dignidade, é adquirir uma grande capacidade artística que nos leva à sabedoria. Porém, assim como um ator, é preciso utilizar as vivências como um laboratório para obter experiência. Essa arte de sair de cena ou mudar de assunto, não é coisa para leigos. É preciso dominar essa arte. Ouviu algo que não gostou, mude ou assunto ou finja que não ouviu. Não leve o assunto adiante. Aprenda a desconcertar, com classe, os maldosos de plantão...


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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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