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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sindrome do Coelho de Alice


Na estória de Alice no País das Maravilhas,
diz o Coelho para Alice: Estou atrasado, muito atrasado...

Não importa quanto tempo tenhamos à disposição, conseguimos sempre transformá-lo num tempo insuficiente. Algumas pessoas abençoadas conseguem ter uma relação saudável com o relógio. Tem gente que consegue sair de casa para o trabalho, para uma consulta médica ou para a missa sempre com muita antecedência, para ter tempo de reserva caso aconteça algum imprevisto. Outros, demonstram uma relação de quase desconhecimento do tempo: o relógio é, em muitas circunstâncias, uma mera referência não necessariamente a ser seguida.

Essa questão renderia, sem dúvida, longos debates psicológicos e sociais. Genética ou cultura, o fato simples e claro é que a administração do tempo não merece atenção de algumas pessoas, fazendo com que estejam sempre apressadas. Elas sofrem da "Sindrome do Coelho de Alice"; estão sempre atrasadas...

Administrar o tempo é uma ferramenta gerencial, que pode ser usada nas empresas e também na vida pessoal permitindo a organização e planejamento com menor dispêndio de energia física e mental. Quando administramos bem o nosso tempo, podemos identificar como estamos utilizando as 24 horas do dia. Detectamos onde estamos perdendo tempo, onde dedicamos a tarefas desnecessárias e improdutivas. Esse processo além de possibilitar auto-descoberta, pode nos tornar produtivos e com um bom tempo livre para fazer coisas que nos satisfaçam.

Muitas pessoas dizem que nunca há tempo suficiente para fazer tudo o que é necessário e que gostariam de fazer, no entanto, elas têm mais tempo do que imaginam ter. Na verdade, elas estão sendo dominadas pelo tempo, quando o correto seria o contrário. Tempo perdido é tempo irrecuperável e, mesmo que se tenha agilidade, muitas vezes a vontade de recuperar o tempo compromete a qualidade do que se faz.

Um dos estranguladores do tempo é a desorganização, pois perde-se muito tempo quando procura-se papéis, documentos, chaves e outras coisas no meio de uma bagunça. Outro é a falta de previsão, pois perde-se tempo quando não se determina um tempo limitado para atender um cliente, uma visita, responder a um telefonema etc. Visitas não planejadas devem ser rapidamente dispensadas. Nesse caso, o essencial é a objetividade, sem deixar-se perder em um mar de possibilidades.

Importante é tratar do que seja realmente necessário. Perde-se muito tempo com pequenas coisas, quando outras mais importantes e urgentes ficam relegadas em segundo plano. É aí que entra o planejamento diário e diretrizes a seguir. A estimativa irreal de tempo para uma tarefa, não antecipar-se aos prováveis acontecimentos ou não reservar tempo para o inesperado também compromete o tempo.

É necessário separar pelo menos 1 hora do dia para dedicar-nos à organização mental, repensar sobre nossos interesses, desenvolver-nos intelectualmente e definir prioridades; isso sem nenhuma interrupção ou interferência externa. Às vezes é necessário desligar o celular, não atender telefonemas e não dispensar o tempo com coisas insignificantes. Nosso trabalho se desenvolve mais fácil, melhora nossa qualidade vida porque sobra mais tempo para outros interesses.

A centralização é um dos fatores cruéis, pois muitas tarefas podem ser delegadas, sem prejuízo da sua execução e qualidade. Outra coisa que compromete o nosso tempo é a dificuldade em negar favores. Às vezes ocupamos nosso tempo para os outros deixando nossas prioridades em segundo plano. As interrupções desnecessárias nos fazem perder tempo, porque às vezes as ideias fogem e é preciso tempo para recuperá-las. 

É o perfil de nosso comportamento diante do tempo que nos dirá o que e como devemos mudar. Muitas vezes começamos uma tarefa e retomanos outra sem concluir a primeira, depois outra... Assumimos um excesso de coisas a fazer e no final acabamos por não concluir nenhuma. No final do dia estamos exaustos, trabalhamos o dia inteiro e não vemos resultados. Outras vezes nos propomos a fazer tantas coisas e nos ocupamos com coisas de menor importância deixando de fazer algo importante. Daí estamos sempre reclamando que não temos tempo para nada...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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